quarta-feira, 31 de agosto de 2022

12 de junho de 2020


 Estúpida Mente


Estupidamente presa dentro da solidão da consciência
Estupidamente presa na culpa da minha certeza

Poder ter algo na mesa
Clareza
Cáfilas rumam à deriva
aos dilúvios de Veneza

Avareza da inveja
O que é riqueza?

Não quero escrever poema
Não quero inventar tema
À vida!?
Por que dilema?
Quantos anos de teorema.

E o que vale realmente a pena?
Viver a pedir perdão...
Qual problema?
Se fosse este o fim da questão. 


Valores

Da conversa entre o príncipe e a caveira
Que morte derradeira!
de um lar sem esteira,
Eira
Beira
Desta terra capoeira
zoeira nenhuma, ou besteira
Comparam-se à um escárnio dele.

Eu tenho tudo dentro dos seus olhos:
Deficiências químicas que as drogas não regeneram...
Substituem-se, intravenosamente..
A natureza
O alimento,
Meus critérios.
Proclamo minha saúde à
impérios.
Enquanto em meu alaúde
é mister compor o que quero.

Amantes de intempéries,
Assuntos de mistérios...
Tudo que quiseres, dize-me amor; Que preferes?
Joga-me fora e dentro do sério, por que impeles!
Remédio pro meu revertério
Seu posicionamento transforma-se védico.
Crédito pra que nos reveles...
Asceta à ti minha vida toda
sem nenhum inverso
Etéreo!

Meu tutor,
Meu senhor... Sem penhor.
Qual condores revoando campos em flores
Valores e calores de nossa pele
urgindo em gozos
Nos repelem desse mundo richoso;
E tu sem saberes quão bienvenido eres
às vezes me feres,
Porém andando com teus seres
Prazeres, carícias e hoteles
Não há castelo de Cáceres em Estremadura
que me obrigue qualquer ruptura do que seja isso tudo
Me condenes.



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