domingo, 21 de agosto de 2022

2018

 



















Gosto
do cheiro
do gosto
da técnica
Rítmica
O Sorriso
do teu
Beijo

28 de junho de 2018

________________________________________________________

SOU DITADOR
DITO A DOR DO AMOR

YV I

Não há lentes que copiem o que vejo
Pesadelos ansejos
Todas desgraças
Desejos
Encanações se fraquejo
Meus desprezos e lampejos
Temeroso fico ao tê-los.


Tristeza refém do acaso
aparte à morte
quem vem de marte
Desanuviando a miséria
Eu hoje fraca bactéria
Procuro amar-te em arte.
Num raro dia de sorte.
 

24 de julho de 2018


JUDAS

Adoro maquiagem como os índios
A tempestade arrancando os carvalhos solitários,
Em gota, um só orvalho.
Bens beneméritos
Praqueles que não vestem máscaras
e nem se importam com relicários

Ao estrondar do trovão
A dor das fendas elevam-me do chão
Nébula ficção
...Gládio alvor de dias sãos
Conquistas do coração...

Mal por que existes?
Se hoje só o céu é o limite
Na posição que conseguistes
Deus da misericordia
que indene resiste!
Ao Sol, Jóia cara.
Persistes!

_________________________________________________________

Da Esfinge

Sou filho de pai displicente;

O que não significa um carente quem não sabe o que quer da sorte.
Minha vivacidade contida é o que geram especulações incontidas
Que sentido dá meu norte?
Sei que reclamam da rima,
mas não será deste clima
Eu de alma tão à cima;
Estar à mercê de tal corte.
Quem pensa adivinhar o meu curso
Só guia gestos à soluços.
Falatório.
Opinião.
Destroçam sensos no chão
Especulação
Distração
Rechação
Contação
Furto ímpetos de curiosos 
Pois  não me servem pra alarde
Lúgubres inúteis pra consorte
agraciados pelo divino
Livrai-me dessa morte.
Jan/18


Cúmplice da corrupção


Em desejo deslindar meus bambúrrios

ou então; quando dará minha morte?

E o enigma de minha esfinge 

Desculpo a irmandade

Ariana Prestes


 

 

Momentos,

Divino Instante

 

Pintando, replanejando
Num relance realçante
Desse instante o dejavi
Feminino é sublime o odor
Arrebatado longe daqui

De mãe é o perfume em si
Que caos, poluição depura
Aspirando tudo em teu campo
Rasgo da carne o instinto
Da instiga, o encanto.

A cura.

Num momento!
Divino flagrante,
Quem do Elísio desprovi
Justo agora envolvi
No bambo embalo do amor

Por sorte eu
Artista,
Poeta
Um mísero sonhador.

Ariana Prestes
Fev-18


MEUS POEMAS DE MERDA I

 

Chega de inocência
Chega de falsa consciência
Estar em permanente declínio
Te faz empenhar-se em trilho
Transviando meu caminho
E a escravidão é total

Que complexo o General
Lei: Insurgência! - Razão ao caos
Proclamando em verdade e reação
Distorcendo toda a ação
dos movimentos de paz
Fatídico é o transvio do caminho
E a escravidão é sagaz

Nossa terra ao braço fugaz
Há termos que não usam jamais
Corte o coco, banana a jaca
Até o  sumo do ananás
Cansado arrebate do relho de um cruel capataz
Erguido ao sangue de intelectuaix
A gozando que foi rima demais:

Foice, machado, facão,
Nada veio de antemão
Nem paisagismo,
Pé de machismo
Fetichismo
Viadismo

Cabo ermão!
Manipulação
Anulação
Fatídico transvio do caminho
E o escravo é sempre mais
No destino da alienação

Fev / 18
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Não basta só bondade
Tem é que estar lúcido 

No sonho que é a realidade

E não existe realidade
Onde há falsidade
Pois o verdadeiro é real e o real verdadeiro


Ariana


OBSSESSORES


Inalteráveis locais transformaram minha malícia
E a delícia da vida não se dá em qualquer lugar


A fase de ser

Estar
Passar

Viagens a propagar

Transformam graça da vida
Às vezes a regaçar
Desgraçar de ímpetos
Espíritos

Sim, enfreitei-vos já!
Agora me resta em hora
Não tê-los em meu lugar.

------------------------------------------------------

COMEDOR DE CABEÇAS


Virei ladrão qualificado
Só não bato tua carteira
Mas sua porta abro.


Nenhum comentário:

Postar um comentário