sexta-feira, 2 de setembro de 2022

11.02.21


Pai Nosso que estais no esmêro.

Já conheceu o Pelourinho?
Morei
Morri
Chorei
Semanas das ruas de pelourinhos.

Em ecos bulíciosos:
-Já almoçou?
...Já almoçou?
...Já almoçou?
- Em seguida as pessoas estão assim! Dizia o mendigo tombando em um suave desespero.


_________

Por desamparo da carência
Insípida magnificência
Fluência de indecência
Fractais de decadências
Quimera imersa em demência
Grito o fardo: Delinquência!
Quando tudo se acabar.
_______

Morros
vielas
contendas!
De vistas cingidas em vendas
à carne exposta pras fazendas
!Aço em canas pra que aprendas!
Caros preços de oferendas
suspensos à golilha no ar
É vida que me contempla
a prenda que não é lenda;
Foste o teu Orixá lucrar?

Futuros desnovelar:
Quais imagens estão no espelho?
Mães Bahias a rogar.
Quem é a imagem no espelho?
Todos familhares velar
Qual ser: Eu ou o espelho
[pra posse executar?]
Mãe! Ajoelho-me orar:
Ninguém irá mais nos roubar
Quando tudo se revelar.
_________

Grito o fardo: Delinquência!
Quimera imersa em demência
Por desamparo da carência..
Fractais de decadências
Fluência de indecência
Insípida magnificência
Quando tudo se acabar
________

Turista nenhum conhece o Pelourinho.
Só se for um brasilêro
dos que tem vulgo "Guerrêro"
$em quarteis ou generais
Insígnias de magistrais, códices penais:
CPFs, RGs, títulos eleitorais
Letreiros e mais!
Quid pro cuo's Nacionais
Emplacamentos primeiros
pelas mãos destes fedelhos
[poucos ditos"maiorais"]

Escafandro à escaravelhos.
não almejamos jornais
Pai Nosso! Tão poco esmêro
pra quem sabe nossos ais
Peregrine deserto desatrelo
das fugas, densos cangueiros
Ossos secos derradeiros
que aos poucos vão-se finar
Desenrolando os novelos
quem jaz aqui ou acolá
Via poema inteiro que detive embelezar
_________

Quando tudo se acabar.
Grite o fardo: Delinquência!
Quimera imersa em demência
Fractais de decadências
Fluência de indecência
Insípida magnificência
Desamparado em carência..
________

Assim capitães do prato
do ouro velho almejar
Idólatras lucrando o pato
do lance todo enrredar
Predicativo da onda
nem adianta "rezar"
Dizendo amém pro farrapo
quando te fazem pagar
Centavo de cada escravo pra europa autenticar.

Assim constato e relato
antigo anômalo no ar
Da liberdade um "barato"?
ninguém mais pode sustentar.
Bahia me trouxe o enfado
dessemelhante ao mostrar
Dízimo salário sagrado
Iden.
Igual - Cifra e cálculo:
Matemático de assalto!
Embora mintam não pagar.

Vós Nossassenhorinha

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