domingo, 9 de abril de 2023

Espaço reservado à poemas perdidos entre 2021 e 2022

Construindo...
Negando as origens 

Aí! Qual é dessa guria!?
Nem daqui é!

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Seus bostas!
Província de merda!
de diabos na fazenda.
E eu roubava merenda 
e chocolates no bolicho da vó.

Sacaste São Chico
O chão!? 
Nó!?
Do Assis!
Nazi_lá.
Nasci, digo;
Mas dei por eliminado o cordão.

Mas pra frente, em presente
nem conozco essa gente
de um facho deliquente 
que logrei e dexei lá

De gaúchos da grota;
que relham e chutam moita
Chama mulher de "china"
Que pernoita na estância, 
para os dias de tosquila
 ou que pega na faca pra capar

 Da alquila da alma
de vidas em manilhas
de um lugar bem ao sul 
desse seu fim de linha à penar

de latrina,  Agripina!
daquele que está à cima, 
dedicando-se
É a sina!
Trabalhador exemplar!

Do latente proeminente:
O Patrão ou A patente!
Do quinhão que te mentem!
Inconsequentemente
todos os dias em frente
esse mesmo estribilho
Nenhum -Não- entoar...

Amém ao pão nosso de cada dia!
Amém ao laborar!

De vidas sem sementes
só mudaram as correntes dessa escravidão à promulgar.

... Fito um fogo de chão, e reflito:
Meu povo é apenas um rincão
de meu horizonte refrão, 
E evito!
Meu sangue nobre
Latino Americano
Cigano
Lusitopampeano
Fulano de tal... 
Maioral
Dós óleos e do sal
do sangue na glória em todo esse caos
Quem não pode entender que tanta distorção

Da contraditória vértice (o mal)
que as hélices desagreguem-se
obladas por quem a decresce (a tal)
siderados, estufados em enfeites, "celestes!" 
descabelando-se ao maltreito e desfeitos
deleitando-se ao fino despeito
ignorando-se ao crer e ser descrente
Suprassumo de uma penosa valsa
Desiludem a exaltação
que se não de antemão;
realça
um daqueles padrão 
de meu triste refrão

Sul 
Norte
Leste 
Oeste
Chão

Relógio anti horário
Imaginário.
Meu nome diante à isto já traduz o palavrório
ao mostrar que não consta aqui
 mais que além do viço
meu existir
e a reflexão que cabe a mim
contar emergir às favas de tuas façanhas;
na glória de uma apelatória história
E proferir:
Tu é a escória e o mal da minha educação,
E uma das vergonhas que carrego aqui.

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